Curitiba vale a pena? O que me surpreendeu na cidade
Curitiba vale a pena? Depois de duas viagens à cidade, posso dizer que ela me surpreendeu muito mais do que eu imaginava.
Curiosamente, em nenhuma delas a viagem começou porque eu pensei:
“Quero conhecer Curitiba.”
Nas duas ocasiões, fui acompanhando minha esposa, Camila, em viagens relacionadas ao trabalho dela com dança.
Na mais recente, em julho de 2026, fomos para o FIH2, Festival Internacional de Hip Hop, uma das grandes competições e encontros de dança urbana realizados no Brasil.
E talvez justamente por eu ter chegado sem uma expectativa turística gigantesca, Curitiba tenha me surpreendido tanto.
Que cidade bonita.
Limpa.
Arborizada.
Organizada.
Cheia de parques enormes e muito bem cuidados.
Foi uma daquelas viagens em que eu fui por um motivo e voltei falando da cidade.
Então vamos à pergunta:
Curitiba vale a pena?
Pra mim, vale. E muito mais do que eu imaginava.
✉️ Sobre esta Carta de Viagem
Destino: Curitiba, Paraná 🇧🇷
Quem conta: Luã Maia
Quantas vezes fui: 2
Última viagem: julho de 2026
Motivo principal das viagens: competições de dança da Camila
O que mais me surpreendeu: limpeza, parques e transporte público
Voltaria? Sim.

Curitiba vale a pena mesmo sem ser aquele destino óbvio?
Esse talvez seja justamente o charme.
Quando pensamos em viagem dentro do Brasil, normalmente aparecem rapidamente alguns tipos de destino.
Praia.
Serra.
Resort.
Cidade histórica.
Curitiba não foi um lugar que estava no topo da minha lista.
Só que depois de ir duas vezes, comecei a enxergar a cidade de outra maneira.
É um destino excelente para uma viagem curta.
Tem parques.
Museus.
Arquitetura.
Gastronomia.
Bairros interessantes.
Boa estrutura.
E ainda existe outro detalhe que me surpreende:
é possível encontrar viagens para Curitiba por valores muito baixos.
Em algumas promoções, já encontrei pacotes a partir de menos de R$ 900 por pessoa, incluindo aéreo e hospedagem.
Claro que isso varia bastante conforme datas, disponibilidade e aeroporto de origem.
Mas, comparando com vários outros destinos brasileiros, Curitiba pode entregar uma viagem muito interessante gastando relativamente pouco.
A primeira coisa que me chamou atenção foi a limpeza
Eu sei que isso parece uma observação estranha para começar um texto sobre viagem.
Mas foi uma das primeiras coisas que notei.
Curitiba me pareceu muito limpa.
Ruas bem cuidadas.
Parques conservados.
Áreas públicas que realmente parecem ser utilizadas pela população.
E isso muda a percepção que você tem da cidade.
Você não olha para um parque e pensa apenas:
“Esse é um ponto turístico.”
Você olha e percebe pessoas usando aquele espaço.
Caminhando.
Correndo.
Passeando com cachorro.
Andando de bicicleta.
Levando criança.
Simplesmente aproveitando a cidade.
Nas duas vezes que estive lá isso me chamou bastante atenção.
Curitiba é MUITO verde
Outra característica impossível de ignorar é a quantidade de árvores e áreas verdes.
Curitiba tem parques enormes.
E não parecem aqueles parques que existem somente para aparecer no mapa turístico.
Eles fazem parte da rotina da população.
Isso cria uma sensação muito agradável.
A cidade é grande.
Tem trânsito.
Tem prédios.
Tem avenidas largas.
Mas frequentemente você encontra uma área verde gigantesca no meio de tudo.
E se você gosta desse tipo de passeio, Curitiba entrega bastante coisa.
Jardim Botânico: clichê obrigatório
Sim.
Você precisa conhecer o Jardim Botânico.
😂
É provavelmente a imagem mais associada a Curitiba.
A famosa estufa de vidro, inspirada no Palácio de Cristal de Londres, virou um dos grandes símbolos da cidade.
Mas não é só chegar, fotografar a estufa e ir embora.
Vale caminhar.
Conhecer os jardins.
Aproveitar o espaço.
É justamente ali que você começa a entender essa relação de Curitiba com suas áreas verdes.
Para uma primeira viagem, eu colocaria sem pensar duas vezes.

Parque Tanguá: um dos lugares mais bonitos da cidade
O Parque Tanguá é outro que colocaria no roteiro.
É grande, bonito e tem uma estrutura que impressiona.
Mirante.
Lagos.
Jardins.
Áreas para caminhada.
E uma paisagem completamente diferente do que muita gente imagina quando pensa em turismo urbano.
Para quem gosta de fotografia, também rende bastante.
Eu tentaria encaixar o Parque Tanguá no fim da tarde.

Ópera de Arame: Curitiba também sabe fazer arquitetura diferente
A Ópera de Arame é um dos lugares mais reconhecíveis da cidade.
A construção mistura estrutura metálica, vidro, vegetação e água.
É diferente.
E mesmo para quem não vai assistir a nenhum espetáculo, conhecer o espaço pode valer a visita.
Ao lado fica a Pedreira Paulo Leminski, outro espaço importante de eventos em Curitiba.
É um daqueles lugares em que arquitetura e natureza acabam funcionando juntas.

Museu Oscar Niemeyer: até o prédio já é atração
O MON, Museu Oscar Niemeyer, é outro ponto que eu consideraria.
Mesmo quem não é apaixonado por museu provavelmente vai reconhecer o famoso prédio conhecido como Museu do Olho.
A própria arquitetura já chama atenção.
O complexo tem uma grande área externa e é bastante comum encontrar moradores aproveitando a região ao redor.
Se você gosta de arte, arquitetura ou fotografia, vale reservar algumas horas.
Curitiba vale a pena para uma viagem curta? A Linha Turismo ajuda muito
Agora uma dica que eu acho especialmente interessante para quem vai pela primeira vez.
Curitiba possui uma Linha Turismo, feita justamente para circular pelos principais pontos turísticos.
O ônibus passa por dezenas de atrações da cidade e permite desembarcar nos lugares que você quiser e depois continuar o percurso.
Para quem não conhece Curitiba, isso resolve dois problemas de uma vez:
transporte + roteiro.
E considerando o tamanho da cidade, isso é extremamente útil.
Curitiba vale a pena sem carro? O transporte público me surpreendeu
Uma das coisas que mais me chamou atenção foi a quantidade de ônibus.
Tem ônibus o tempo inteiro.
E você consegue acompanhar horários e rotas facilmente por aplicativos como o Google Maps.
Curitiba estruturou boa parte da mobilidade em ônibus, terminais, integrações e nas famosas estações-tubo.
Para quem mora lá e entende o sistema, imagino que funcione muito bem.
Como turista, existe uma pequena curva de aprendizado.
Porque são muitas linhas.
Muitas conexões.
Muitos destinos.
Você olha aquilo pela primeira vez e pensa:
“Tá… qual desses cinquenta ônibus eu pego?”
😂
Mas depois que entende a lógica e usa o celular para ajudar, fica muito mais fácil.
O problema: Curitiba é enorme e não tem metrô
Aqui entra uma das poucas coisas que não gostei tanto.
Curitiba é muito espalhada.
As distâncias entre alguns lugares são grandes.
E a cidade não possui metrô.
Então você acaba dependendo basicamente de ônibus, carro ou aplicativos.
O transporte público é bom.
Mas para quem está visitando a cidade pela primeira vez, as rotas podem parecer confusas.
A outra opção seria andar bastante de Uber ou 99.
Só que aí aparece outro problema:
as distâncias começam a pesar no bolso.
Uma corrida.
Outra.
Mais uma.
Volta para o hotel.
No fim do dia, aquele valor que parecia pequeno foi crescendo silenciosamente.
Por isso eu acho que planejar os passeios por região faz bastante diferença em Curitiba.
Curitiba vale a pena para quem gosta de parques?
Muito.
E talvez esse seja justamente um dos públicos que mais vai gostar da cidade.
Uma coisa que me impressionou foi perceber como os parques realmente fazem parte da vida das pessoas.
Não eram espaços vazios esperando turistas.
Tinha gente se exercitando.
Famílias.
Casais.
Pessoas caminhando.
Crianças brincando.
Isso dá outra vida para o espaço público.
Eu gosto de cidades em que as pessoas realmente usam a cidade.
Curitiba me passou bastante essa sensação.
Centro Histórico e Largo da Ordem
Também reservaria algumas horas para conhecer a região histórica.
O Largo da Ordem reúne construções antigas, igrejas, bares e restaurantes.
É uma Curitiba bem diferente da imagem dos grandes parques.
Se estiver por lá no domingo, tradicionalmente acontece a feira do Largo da Ordem, com artesanato e vários produtos locais.
É o tipo de região boa para simplesmente caminhar sem tanta pressa.
E a comida em Curitiba?
Aqui também tem bastante coisa para explorar.
Curitiba recebeu diferentes ondas de imigração ao longo de sua história e isso aparece bastante na gastronomia.
Italianos.
Poloneses.
Alemães.
Ucranianos.
E vários outros povos deixaram marcas na cidade.
Se estiver pelo Centro, o Mercado Municipal é uma boa opção para conhecer diferentes produtos e comer alguma coisa.
Outra opção bastante tradicional é o Bar do Alemão, na região do Largo da Ordem.
E se a ideia for mergulhar na tradição italiana da cidade, vale conhecer Santa Felicidade.
O bairro é um dos principais polos gastronômicos de Curitiba.
Ali fica o tradicional Família Madalosso, conhecido justamente pela experiência de comida italiana em grandes proporções.
Curitiba não é uma cidade em que você precisa viver exclusivamente de ponto turístico.
Comer também pode fazer parte do roteiro.
Uma coisa que também me chamou atenção na cidade
Nas duas viagens, percebi bastante a presença de pessoas de outros países da América do Sul trabalhando na cidade.
Em restaurantes.
Lojas.
Shoppings.
Serviços.
Foi algo que me chamou atenção justamente por aparecer em diferentes lugares durante a viagem.
Curitiba já carrega uma mistura cultural muito grande na própria história e, andando pela cidade hoje, você continua percebendo novas influências chegando.
E o FIH2?
Minha última viagem teve um motivo muito específico.
Acompanhar a Camila com a Movart e a no Festival Internacional de Hip Hop.
O evento reúne bailarinos, professores e grupos de várias partes do Brasil e também de outros países.
E para mim existe algo interessante nisso.
Quando você viaja acompanhando um evento, acaba conhecendo uma cidade de um jeito um pouco diferente.
Você não está apenas fazendo turismo.
Tem horário.
Compromisso.
Competição.
Gente de vários lugares.
E nos intervalos você começa a descobrir o destino.
Foi exatamente assim que Curitiba me conquistou.
Eu fui por causa da dança e voltei falando dos parques.
😂

Quantos dias ficar em Curitiba?
Para uma primeira viagem exclusivamente turística, eu consideraria 3 dias um ótimo começo.
Com quatro dias, melhor ainda.
Dá para conhecer bastante coisa sem precisar transformar a viagem numa corrida.
Eu faria mais ou menos assim:
Dia 1: Jardim Botânico, Mercado Municipal, Centro e região histórica.
Dia 2: Museu Oscar Niemeyer, Bosque do Papa, Ópera de Arame e Parque Tanguá.
Dia 3: Linha Turismo, Santa Felicidade e algum parque ou atração que tenha ficado de fora.
Se tiver um quarto dia, eu deixaria mais livre.
Porque sempre existe algum lugar que você descobre durante a viagem e pensa:
“Quero voltar ali com mais calma.”
Então Curitiba vale a pena?
Pra mim, sim.
E talvez eu seja justamente um bom exemplo de alguém que não esperava se interessar tanto pela cidade.
Eu não fui para Curitiba porque tinha um sonho de conhecer Curitiba.
Fui acompanhando minha esposa.
Duas vezes.
E nas duas voltei com uma impressão muito positiva.
Achei a cidade bonita.
Limpa.
Extremamente arborizada.
Gostei muito dos parques.
Achei o transporte público interessante.
Gostei da arquitetura.
E principalmente gostei de perceber pessoas realmente vivendo os espaços públicos.
Curitiba tem seus problemas.
As distâncias são grandes.
A falta de metrô faz diferença.
E dependendo de onde você estiver hospedado, depender de Uber o tempo inteiro pode aumentar bastante o custo da viagem.
Mas olhando o conjunto?
Curitiba me surpreendeu.
E eu voltaria.
💭 Se eu voltasse hoje…
Tentaria organizar a viagem ainda mais por regiões.
Usaria bastante a Linha Turismo.
Separaria tempo para os parques sem aquela obrigação de simplesmente chegar, tirar foto e ir embora.
Porque acho que parte da graça de Curitiba está justamente em fazer aquilo que os próprios moradores parecem fazer:
usar a cidade.
Caminhar.
Sentar num parque.
Tomar alguma coisa.
Comer bem.
E aproveitar sem transformar tudo numa missão.
Depois de conhecer a cidade duas vezes, minha resposta para quem pergunta se Curitiba vale a pena ficou bastante clara.
Perguntas frequentes sobre Curitiba
Curitiba vale a pena?
Na minha experiência, sim. É uma cidade bonita, muito arborizada, com parques bem cuidados, arquitetura interessante, gastronomia e boa estrutura para uma viagem curta.
Quantos dias ficar em Curitiba?
Para uma primeira viagem, eu recomendo três dias. Com quatro dias é possível conhecer os principais pontos com ainda mais tranquilidade.
Curitiba tem metrô?
Não. O transporte público da cidade é estruturado principalmente em ônibus, terminais, corredores exclusivos e estações-tubo.
O transporte público de Curitiba é bom?
Na minha experiência, sim. Há muitas linhas e boa frequência, embora o sistema possa parecer um pouco confuso para quem está visitando a cidade pela primeira vez.
Qual a melhor maneira de conhecer os pontos turísticos?
Para uma primeira viagem, a Linha Turismo é uma excelente alternativa porque passa pelos principais atrativos e facilita bastante os deslocamentos.
Quais parques conhecer em Curitiba?
Eu colocaria Jardim Botânico e Parque Tanguá entre as prioridades. Dependendo do tempo disponível, Curitiba ainda tem várias outras áreas verdes que podem entrar no roteiro.
Curitiba é uma viagem cara?
Não necessariamente. Dependendo da época e das promoções disponíveis, é possível encontrar pacotes com preços bastante competitivos em relação a outros destinos brasileiros. E quando você coloca esse custo-benefício na conta, fica ainda mais fácil entender por que Curitiba vale a pena para uma viagem curta.
✉️ Continue viajando com a gente
Já leu as outras Cartas de Viagem?
Paris vale a pena? Minha experiência depois de 3 viagens
João Pessoa vale a pena? Minha opinião sobre Jampa
Porto de Galinhas ou Maragogi? Nossa lua de mel nos dois destinos
Buenos Aires vale a pena? Por que é um destino para todos os públicos
✈️ E se Curitiba for a sua próxima história?
Essa foi a minha experiência.
A sua pode começar agora.
A GOVIBE Viagens pode organizar aéreo, hospedagem, passeios e toda a estrutura da sua viagem para Curitiba.
📲 WhatsApp: https://wa.me/5524998484687
📸 Instagram: https://www.instagram.com/govibeviagens
🌐 Site: www.govibeviagens.com.br
Sobre o autor
Luã Maia é empresário e um dos sócios da GOVIBE Viagens. Já esteve duas vezes em Curitiba acompanhando a esposa, Camila, em viagens relacionadas a competições de dança.
Cartas de Viagem é uma série da GOVIBE Viagens com histórias e opiniões reais de quem está por trás da agência.
Histórias de quem foi, para quem ainda vai. ✉️🌍