Paris vale a pena? Minha visão depois de morar na França e visitar a cidade 3 vezes

Paris vale a pena? Minha visão depois de morar na França e visitar a cidade 3 vezes

Paris vale a pena? Minha visão depois de morar na França e visitar a cidade 3 vezes

Paris vale a pena?

Pra mim, sim. Muito.

Mas talvez não pelos mesmos motivos que fazem Paris aparecer em praticamente toda lista de lugares para conhecer antes de morrer.

Eu não acho Paris uma cidade perfeita.

O transporte pode ser confuso, o metrô definitivamente não é dos meus favoritos e algumas regiões estão bem longe daquela Paris cinematográfica que vendem por aí.

E tem outro pequeno detalhe:

Paris é cara. MUITO cara.

Mesmo assim, depois de visitar a cidade três vezes em momentos completamente diferentes da minha vida, minha opinião continua praticamente a mesma.

Paris é uma cidade complicada.

E mágica.

As duas coisas podem coexistir perfeitamente.

✉️ Sobre esta Carta de Viagem

Destino: Paris, França 🇫🇷
Quem conta: Luã Maia
Quando fui: 2011/2012, 2015 e 2018
Quantas vezes: 3
Quanto tempo recomendo: pelo menos 5 dias
Voltaria? Com certeza.

Casal em paris

Nossa última ida a Paris, 2018.


Antes de conhecer Paris, eu fui morar na França

Minha história com a França começou em 2011.

Eu tinha 20 anos quando fui morar em Orléans, uma cidade no centro da França, a aproximadamente 120 km de Paris.

Minha mãe já morava no país e era casada com um francês, mas, naquele momento, estudar foi a maneira que encontrei para conseguir viver legalmente por lá.

E fazia sentido.

Eu queria melhorar meu francês, estudar e, principalmente, viver a experiência de morar fora do Brasil.

Acabei ficando na França até 2013.

E morar em outro país é completamente diferente de simplesmente passar férias nele.

Você começa a entender os hábitos, os horários, o transporte, as diferenças culturais e aquelas pequenas coisas que dificilmente aparecem num roteiro turístico.

Foi durante esse período que conheci Paris pela primeira vez.

Depois voltei em 2015.

E novamente em 2018, dessa vez com a Camila, que na época ainda era minha namorada.

Então minha opinião sobre Paris não nasceu de uma única viagem de quatro dias em que tudo deu certo.

Foram anos diferentes.

Momentos diferentes da minha vida.

E curiosamente a sensação continuou praticamente a mesma.

Paris é fascinante.


Por que Paris vale a pena para quem ama história

Claro que a Torre Eiffel impressiona.

Você provavelmente já viu aquela estrutura milhares de vezes em filmes, séries, fotografias, comerciais, canecas, chaveiros e todo tipo de lembrancinha imaginável (o que mais tem é ambulante comercializando torres fabricadas na china kkkk).

Mesmo assim, quando chega lá e vê pessoalmente, bate alguma coisa.

Só que nunca foi a Torre Eiffel o que mais me impressionou em Paris.

É a história.

Eu gosto MUITO de história.

E Paris parece ter uma concentração absurda dela.

Você caminha pela cidade e começa a perceber que vários acontecimentos que estudamos durante a vida aconteceram ou estão exatamente ali.

Revolução Francesa.

Napoleão.

Reis.

Guerras.

Revoluções.

Arte.

Literatura.

Religião.

Séculos de acontecimentos importantes estão espalhados pelas ruas, praças, igrejas, palácios e museus.

É por isso que sempre digo:

Se você ama história, Paris é uma cidade que precisa conhecer antes de morrer.

Em alguns momentos você tem quase a sensação de estar andando dentro de um livro.

Só que o livro tem cafés, boulangeries e alguém passando do seu lado de bicicleta enquanto você tenta descobrir em qual saída do metrô deveria ter descido. 😂

 


E falando em bicicleta…

Uma das coisas que mais me chamou atenção quando cheguei a Paris pela primeira vez foi a quantidade de bicicletas.

Hoje isso talvez impressione menos.

Grandes cidades brasileiras já possuem sistemas de bicicletas compartilhadas espalhados por vários bairros.

Mas estamos falando de 2011.

Naquela época aquilo me chamou MUITO a atenção.

E não eram apenas turistas pedalando perto do Sena.

A bicicleta realmente fazia parte da rotina das pessoas.

Você começa a perceber que, apesar de Paris ser uma metrópole gigantesca, existem regiões em que caminhar ou pedalar sem necessariamente ter um ponto turístico como destino já faz parte da experiência.


O Louvre é um dos motivos pelos quais Paris vale a pena

Se existe um lugar em Paris que considero absolutamente obrigatório, é o Museu do Louvre.

E não estou falando isso por causa da Mona Lisa (a coisa mais sem graça lá!).

Na verdade, reduzir o Louvre à Mona Lisa é quase uma injustiça com o próprio museu.

O lugar é gigantesco.

Você começa a andar pelas galerias e encontra esculturas, pinturas, objetos e registros de diferentes civilizações e períodos da humanidade.

Toda a infraestrutura grega, está lá!

Pra quem gosta de história, é difícil explicar a sensação.

Parece que uma parte da história do planeta foi guardada dentro daquele prédio (inclusive nosso ouro).

E já deixo um aviso:

Não tente conhecer o Louvre correndo.

Eu reservaria praticamente o dia inteiro para ele.

Mesmo assim, dificilmente você verá tudo.

Antes de ir, vale pesquisar quais alas e obras mais interessam a você. Isso evita entrar sem nenhuma estratégia e, quatro horas depois, descobrir que já não sabe onde está, para onde está indo e nem em qual século se encontra. 😂

Em agosto de 2026, o ingresso oficial para visitantes que não são cidadãos nem residentes do Espaço Econômico Europeu custa €32.

Não é barato.

Mas se eu tivesse que escolher algumas atrações pagas de Paris, o Louvre estaria tranquilamente entre minhas prioridades.


Paris vale a pena só pela Torre Eiffel? Não, mas ela é obrigatória

Sim.

Você precisa conhecer a Torre Eiffel.

Não inventa de chegar a Paris e virar o viajante alternativo que diz:

“Eu prefiro conhecer lugares menos turísticos.”

😂

Vai lá.

Ela é turística porque merece ser.

A região rende fotos incríveis e ver a Torre Eiffel pessoalmente é uma daquelas experiências que fazem você pensar:

“Tá. Eu realmente estou em Paris.”

Em 2026, o preço para adultos varia de acordo com o tipo de acesso escolhido. O ingresso pelas escadas até o segundo andar começa em €14,80, enquanto o acesso de elevador até o topo chega a €36,70.

O ponto forte

É um dos monumentos mais famosos do mundo e realmente impressiona pessoalmente.

O ponto fraco

Filas, bastante gente e preços que fazem questão de lembrar que você está em Paris.


Notre-Dame merece entrar no roteiro

A Catedral de Notre-Dame é outro lugar que eu colocaria numa primeira viagem.

Independentemente de religião, é difícil ignorar a importância histórica e arquitetônica daquele lugar.

Depois do incêndio de 2019 e de anos de restauração, a catedral voltou a receber visitantes.

E aqui temos uma raridade muito bem-vinda em Paris:

a entrada na catedral é gratuita.

Existe a possibilidade de reservar gratuitamente um horário pelos canais oficiais para tentar facilitar o acesso.

Para quem gosta de história, só pensar que aquela construção atravessou mais de oito séculos já muda completamente a experiência.


Montmartre é uma Paris diferente

Se você me perguntar onde eu simplesmente caminharia sem tanta pressa, Montmartre entraria facilmente na conversa.

É aquela Paris de ruas menores, artistas, cafés, ladeiras e construções antigas.

No alto fica a Basílica de Sacré-Cœur, de onde você ainda consegue uma bela vista da cidade.

Aqui eu faria diferente de vários pontos turísticos.

Não iria apenas até a igreja, tiraria uma foto e partiria para o próximo item do checklist.

Reserve algumas horas para andar.

Porque uma coisa que aprendi viajando é que nem sempre a melhor lembrança vem da atração que estava marcada no roteiro.

Às vezes é o café em que você entrou por acaso.

A rua errada que decidiu seguir.

Uma padaria.

Uma praça.

Ou aquela esquina em que você simplesmente para e pensa:

“Caramba. Eu estou em Paris.”


Sainte-Chapelle: uma atração que muita gente deixa de fora

A Sainte-Chapelle talvez não apareça entre as primeiras atrações que um brasileiro coloca no roteiro.

Mas vale conhecer.

Ela é especialmente famosa por seus vitrais gigantescos.

São mais de mil painéis de vitral dentro de uma construção do século XIII.

Em 2026, o ingresso individual para turistas que não são residentes nem cidadãos do Espaço Econômico Europeu custa €22.

É linda.

Só que aqui começa um problema importante de Paris.

€22 aqui.

€32 no Louvre.

Até €36,70 na Torre Eiffel.

Hospedagem.

Alimentação.

Transporte.

E então chegamos ao assunto que ninguém consegue ignorar.


Paris vale a pena mesmo sendo uma cidade cara?

Sim.

Não vou tentar fazer malabarismo para dizer o contrário.

Paris é uma cidade cara.

Principalmente para nós, brasileiros, chegando com reais (quase 1 para 7) no bolso e praticando aquele esporte perigoso chamado:

converter absolutamente tudo para real.

😂

Hospedagem pesa bastante (normalmente não tem café da manhã).

Restaurantes podem pesar.

Ingressos se acumulam rapidamente.

E qualquer decisão de “vamos pegar um Uber mesmo” repetida algumas vezes pode transformar a fatura do cartão numa pequena tragédia francesa.

Por isso considero planejamento fundamental para Paris, principalmente em transporte público.

Não é o tipo de destino em que eu recomendaria simplesmente comprar uma passagem e depois decidir o resto.

Quanto melhor você organizar hospedagem, atrações e deslocamentos, menor a chance de gastar dinheiro desnecessariamente.


Paris vale a pena apesar do transporte público?

Aqui talvez apareça uma das minhas opiniões mais polêmicas sobre Paris.

O transporte público funciona.

A rede é enorme.

E você provavelmente vai precisar bastante dela.

Paris é uma cidade muito grande. Tentar fazer todos os deslocamentos de Uber não é uma estratégia que eu recomendaria para o seu bolso.

Em 2026, uma viagem unitária de metrô, trem ou RER custa €2,55. Para quem pretende usar bastante o transporte durante o dia, existe o Navigo Day por €12,30, com viagens ilimitadas dentro das condições do passe e sem incluir os aeroportos.

Agora…

Não espere encontrar o metrô mais bonito do planeta.

Muito pelo contrário.

Nas minhas experiências, encontrei estações escuras, antigas, algumas bastante sujas, EXTREMAMENTE perigosas e pouco agradáveis.

E vou cometer uma heresia turística:

Na minha opinião, o metrô do Rio de Janeiro dá de 10 a 0 no metrô de Paris.

 

Também sempre achei algumas linhas de ônibus confusas.

Claro que hoje existe uma diferença gigantesca em relação à primeira vez que estive lá, em 2011.

Google Maps, celulares e aplicativos tornaram a navegação infinitamente mais simples.

Mesmo assim, se você estiver indo pela primeira vez, provavelmente vai precisar de alguns deslocamentos até começar a entender a lógica.


Quantos dias ficar em Paris?

Eu recomendaria pelo menos cinco dias para uma primeira viagem.

Dá para conhecer Paris em menos tempo?

Claro.

Mas você precisará escolher bastante.

Só o Louvre pode consumir boa parte de um dia.

Depois ainda temos Torre Eiffel, Notre-Dame, Montmartre, Sacré-Cœur, Champs-Élysées, Arco do Triunfo, Sainte-Chapelle, Museu d’Orsay, parques, bairros históricos e dezenas de lugares que poderiam entrar na lista.

E tem algo que considero importante:

Não transforme Paris numa maratona de pontos turísticos.

Paris merece tempo para caminhar ou se deslocar por bike.

Sentar.

Comer alguma coisa.

Observar.

Errar uma rua.

Entrar num lugar que não estava planejado.

Deixar alguns espaços vazios no roteiro pode gerar algumas das melhores lembranças da viagem.


Paris vale a pena em uma viagem de 5 dias?

Se fosse minha primeira viagem hoje, eu dividiria aproximadamente assim:

Dia 1: Torre Eiffel, Trocadéro e região do Sena.

Dia 2: Louvre com bastante tempo e caminhada pela região central.

Dia 3: Notre-Dame, Sainte-Chapelle e Quartier Latin.

Dia 4: Montmartre, Sacré-Cœur e algumas horas simplesmente aproveitando o bairro.

Dia 5: Champs-Élysées, Arco do Triunfo e uma atração que tenha ficado de fora.

E ainda faltaria coisa.

Muita coisa.

Esse é justamente o problema de Paris.

E também parte da graça.


Afinal, Paris vale a pena?

Depois de morar dois anos na França e visitar Paris três vezes em momentos completamente diferentes da minha vida, minha resposta continua sendo:

Sim. Paris vale muito a pena.

Mas não porque seja perfeita.

Não é!

Paris pode ser confusa.

Pode ser cansativa.

É cara.

O metrô definitivamente não corresponde ao cenário romântico que aparece nos filmes.

E talvez algumas coisas sejam bem diferentes daquilo que você imaginou antes de chegar.

Só que existe algo naquela cidade que encontro em poucos lugares.

Paris respira história. Eu valorizo muito isso.

Você anda por lugares que ajudaram a construir parte do mundo que conhecemos hoje.

Entra no Louvre e encontra milhares de anos da humanidade reunidos num único lugar.

Olha para construções que estavam ali séculos antes de qualquer pessoa da sua família nascer.

Pra mim, é isso que torna Paris especial.

Se você gosta de história como eu, coloque Paris na sua lista.

Prepare o bolso.

Aprenda a usar o transporte.

Separe pelo menos uns cinco dias.

Leve um tênis confortável.

E vá.

Porque algumas cidades você simplesmente conhece.

Paris você vive.


💭 Se eu voltasse hoje…

Voltaria sem pensar duas vezes.

Ficaria pelo menos cinco dias, reservaria praticamente um dia inteiro para o Louvre e planejaria muito bem os gastos antes da viagem.

Paris continua sendo uma das cidades que mais recomendo para quem ama história.

Só iria com uma certeza:

meu orçamento precisaria estar preparado para ela, ainda mais com 2 crianças. 😂


Perguntas frequentes sobre Paris

Paris vale a pena para uma primeira viagem à Europa?

Na minha opinião, sim. Principalmente para quem gosta de história, arquitetura, museus, gastronomia e grandes cidades. É importante apenas considerar que Paris exige um orçamento relativamente alto.

Quantos dias são necessários para conhecer Paris?

Para uma primeira viagem, recomendo pelo menos cinco dias. É possível ficar menos, mas será necessário selecionar bastante o que visitar.

Paris é muito cara?

Sim. Hospedagem, alimentação, atrações e deslocamentos podem pesar bastante no orçamento. Planejar com antecedência faz diferença.

O transporte público de Paris é bom?

A rede é extensa e permite chegar a praticamente todas as principais regiões turísticas. Pode parecer confusa para quem está utilizando pela primeira vez, mas é uma das melhores maneiras de circular pela cidade sem gastar demais.

Dá para conhecer o Louvre em um dia?

Dá para conhecer bastante coisa, mas dificilmente todo o museu. Eu recomendo escolher antecipadamente as alas e obras que você mais quer visitar.

Preciso de carro em Paris?

Eu não recomendaria. Transporte público, aluguel de bike e caminhadas atendem muito melhor uma viagem turística e evitam várias complicações de estacionamento e circulação.


✈️ E se Paris for a sua próxima história?

Essa foi a minha experiência.

A sua pode ser completamente diferente.

E talvez seja exatamente isso que faz viajar ser tão bom.

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Sobre o autor

Luã Maia é empresário e um dos sócios da GOVIBE Viagens. Morou na França entre 2011 e 2013 e já visitou Paris três vezes.

Cartas de Viagem é uma série da GOVIBE Viagens com histórias reais vividas por quem está por trás da agência. Sem fingir que todo destino é perfeito e sem transformar viagem em catálogo.

Histórias de quem foi, para quem ainda vai. ✉️🌍

Valores e informações práticas consultados em agosto de 2026. Tarifas e condições podem ser alteradas pelos responsáveis pelas atrações e pelo transporte público.

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